O deputado federal Nedson Micheleti (PT), candidato derrotado ao Senado, defende o próprio nome para dirigir o partido, com a função de organizar a base e a militância para as eleições do ano 2000. Ele acredita que os 977.330 votos obtidos na campanha - o equivalente a 25% do total de votos válidos - o credenciam para a tarefa de articulador. Segundo ele, dos 399 municípios do Estado, o PT está organizado em 250, mas funciona em menos da metade. ‘‘Temos só seis prefeituras e 11 vices. É muito pouco. É preciso fortalecer a presença do partido para ampliarmos a votação no ano 2000 e seria uma grande satisfação essa missão’’, defende.
Ele acredita que os quase 1 milhão de votos recebidos ficam perdidos se não houver um projeto de fortalecimento da base. ‘‘Aí a votação fica pessoal e não é o que queremos. Precisamos de um projeto político’’. Micheleti propõe percorrer os municípios do Estado nos próximos dois anos, aproveitando o ‘‘calor da campanha’’. ‘‘Sou conhecido e facilitaria o trabalho’’, argumenta. Ele não pensa, por enquanto, em tentar disputar as eleições para governo em 2002 nem para a prefeitura de Londrina em 2000.
O presidente do diretório estadual do PT, Pedro Tonelli, candidato derrotado a deputado federal, acredita que Micheleti poderia começar a tarefa por Londrina. ‘‘Ele deve reconstituir o partido, que só perdeu. Dançou o Paulo (Bernardo), ele (Nedson) e o Cheida (Luiz Eduardo). Essa divisão só fez vítimas e eu fiquei muito sentido’’, reclama. Tonelli disse que ‘‘escalar o time para 2000’’ passa a ser, a partir de agora, a preocupação número um do PT. ‘‘Todos os militantes têm de estar envolvidos. O que não pode no PT é pendurar a chuteira’’, afirma.
Tonelli obteve 24.520 votos e não conseguiu se eleger. ‘‘Não saio nem desanimado nem enfraquecido. Prá mim é normal. Já perdi três’’, conforma-se. Ele conta que fez uma opção regional. Tonelli, que vive em Capanema, disse que continuará em sua principal atividade - a apicultura. (P.Z)

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