Apesar de todos os protestos que vem recebendo, inclusive na Bahia, o senador Antonio Carlos Magalhães tem trabalhado, arduamente, na defesa de seu mandato. ‘‘Meu limite é o infinito’’, definiu ele, sobre o esforço em provar a inocência. Otimista, ACM disse estar confiante na possibilidade de reverter a decisão do presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), de realizar votação aberta.
O otimismo é acompanhado de muito trabalho. O senador baiano conta, diariamente, os votos que deverá ter no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. O entusiasmo aumenta quando ele pensa na possibilidade da votação ser secreta, pois conseguiria convencer os indecisos sem influências da pressão popular – o que não ocorreria com a votação aberta.
A dúvida é que a votação aberta poderia modificar até mesmo a decisão dos cinco pefelistas que se sentiriam constrangidos em apoiar os acusados diante das emissoras de televisão e de rádio. A situação agravou-se com o fato de o PMDB ter liberado a bancada para votar como quiser – não apoiará ACM e Arruda. Nesse meio tempo, ACM confirmou que conversa com cada um dos senadores reiterando a inocência no processo de investigação da violação do painel eletrônico.
‘‘É meu dever e é isso que estou fazendo. Não mereço punição alguma e suspensão de mandato por até 120 dias, como dizem, é demais’’, comentou. ‘‘Se tem alguém responsável por tudo isso, foi quem mexeu no painel sem ordem do presidente do Senado’’, acrescentou, insistindo ter sido envolvido, involuntariamente, no episódio.
Evitando assumir que não pensa na denúncia, ele considerou a hipótese provável, mediante a uma única situação: ‘‘Não encaro o problema da renúncia porque não encaro perder. O dia em que encarar perder, aí penso neste assunto.’’ Ele destacou que pode se candidatar ao cargo ‘‘que o povo baiano quiser’’.

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