'Meu cliente não é quadrilheiro'
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segunda-feira, 06 de agosto de 2012
Folhapress 
Brasília - Advogado do ex-ministro José Dirceu, José Luís Oliveira Lima afirmou ontem aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que o Ministério Público Federal fracassou e não conseguiu comprovar que seu cliente foi o chefe da quadrilha e principal protagonista do mensalão. ''Meu cliente não é quadrilheiro, não é chefe de quadrilha e quem diz isso são os autos'', afirmou o advogado, que abriu a fase da defesa dos réus durante o julgamento do mensalão no Supremo. Ele teve uma hora para apresentar seus argumentos no plenário do tribunal.
Segundo Lima, não há provas de que o petista atuou para favorecer o banco BMG em operações de crédito consignado e coibiu ações de órgãos de controle sobre lavagem de dinheiro. Outra alegação é que não há provas de seu envolvimento com o publicitário Marcos Valério, considerado o operador do esquema. Dirceu é acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa. ''Não há nenhuma prova, documento, circunstância que incrimine José Dirceu. Ao contrário do Ministério Público, que se apoiou em provas extraordinárias, em depoimento de uma CPI tumultuada, artigos de colunistas, que buscou inspiração em Chico Buarque de Holanda, nós falamos da Carta Magna.''
A defesa sustentou que, ao assumir a Casa Civil em 2003, Dirceu se afastou da ''vida do partido''. ''Não é verdade que existiu a compra de votos. Não é verdade que Dirceu procurou a base aliada e ofereceu dinheiro para votar com o governo. Não existe prova'', disse. ''O governo perdeu as maiores votações quando houve os maiores saques. No período em que o governo teve as maiores vitórias, foram os menores saques. Qual a lógica?'', questionou.


