Curitiba - A cada eleição, as pesquisas eleitorais têm diminuído as margens de erro e chegado aos resultados das urnas em todo o Brasil. A opinião é da diretora da Idea Fix Estudos Institucionais e diretora da Sociedade Brasileira de Pesquisa de Mercado (SBPM), Suzel Figueiredo. Segundo ela, o segredo é a metodologia da pesquisa. ''Uma pesquisa para ser fiel precisa estar formatada de acordo com as estatísticas de amostras de mercado, que nos dão uma margem de erro que varia entre 2% e 4%'', analisa.
Suzel Figueiredo não acredita que uma pesquisa possa influenciar no resultado de um pleito. A não ser que exista manipulação de dados. ''O mau uso de uma pesquisa pode manipular o eleitor. Isso depende muito dos próprios meios de comunicação que divulgam os dados e podem dar ênfase equivocada para o candidato apoiado. Nesses casos, a probabilidade de influenciar o eleitor é grande'', pontua.
Entretanto, a pesquisadora acredita que o eleitor está cada vez mais consciente do seu papel na hora do voto e não se deixa influenciar. ''O eleitor está cada vez mais coerente, mais preparado. Ele está acostumado com o processo eleitoral e não se deixa influenciar. Ele já sabe distinguir quando uma pesquisa é séria ou não. Isso é fundamental'', diz. Para evitar institutos de pesquisa desonestos e fraudulentos, a SBPM está fazendo campanhas de profissionalização.
''Não tem como ter poder de polícia para prender e fechar os institutos desonestos. Mas temos como mostrar para a população o que é importante para que a pesquisa possa ser encarada como dentro das normas técnicas'', complementa. Suzel encara a pesquisa de opinião como um termômetro eleitoral, um balizador dos candidatos. (L.P.)

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