Metade dos parlamentares comparece à convocação
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quinta-feira, 08 de janeiro de 1998
Agência Folha Brasília 
O segundo dia da convocação extraordinária do Congresso atraiu pouco mais da metade (50,5%) dos parlamentares. Até as 18h30 de ontem, estavam presentes na casa 300 dos 594 parlamentares. A presença foi maior no Senado, onde 58 dos 81 membros compareceram. Na Câmara, a Mesa registrava a presença de 242 deputados, do total de 513. Anteontem, o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), havia rebatido as críticas que estão sendo feitas contra o Congresso por causa das faltas ao trabalho de deputados e senadores. ACM chamou os críticos de inimigos do Legislativo, que querem ver o Congresso enfraquecido para que possam fazer coisas inconfessáveis.
Cada parlamentar vai receber nos meses de janeiro e fevereiro R$ 40 mil, o equivalente a cinco salários de R$ 8.000. Faz parte das obrigações dos parlamentares a presença nas sessões ordinárias da Câmara, mesmo quando não há ordem do dia (matérias previstas para votação), a exemplo de ontem. É prática da Casa, porém, abonar as faltas dos deputados que não participam das sessões não-deliberativas (apenas para discussão). A convocação, de 6 de janeiro a 13 de fevereiro, vai custar quase R$ 1 milhão por dia útil de trabalho dos congressistas. O custo total é estimado em R$ 26 milhões apenas para pagamento de salários extras de parlamentares e de funcionários.
Os deputados e senadores têm direito a dois salários pela convocação extraordinária, a título de ajuda de custo, que são pagos no início e no final do período (janeiro e fevereiro). Além disso, eles recebem regularmente outro salário no início do trabalho anual do Legislativo (todo mês de fevereiro) como ajuda de custo para pagar as despesas com a vinda de seus Estados para Brasília. Os outros dois são os salários normais de janeiro e fevereiro.
ACM comemorou a produtividade do início da convocação. Estamos indo mais rápido do que desejávamos. Primeiro dia da convocação, 60 senadores presentes (a Mesa divulgou que 58 estavam presentes) e já votamos seis matérias. Nunca se trabalhou tanto na Casa, afirmou ACM. Sem projetos para votação, o dia de ontem na Câmara foi de articulação política para a aprovação da reforma da Previdência.


