Curitiba - O Palácio Iguaçu aposta que pelo menos três das seis concessionárias que exploram o pedágio no Anel de Integração vão aceitar reduzir as tarifas cobradas atualmente. De acordo com o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, existe a possibilidade de um entendimento até o final deste mês ou início de julho, com a metade das concessionárias.
O governo tem sentido a cobrança da população em relação ao pedágio e, por isso, está se empenhando em encontrar uma solução rápida. A expectativa é que até o final do primeiro semestre, seja definida uma solução.
''Como os preços e os trechos não são iguais, temos que negociar caso a caso'', disse Quintana. O secretário não quis divulgar quais são as empresas com quem o governo avançou nas negociações. Extra-oficialmente, com a Caminhos do Paraná, a equipe do governo negocia um corte de 30% nos preços vigentes.
Enquanto as partes não chegam a um acordo, as concessionárias decidiram usar uma ferramenta jurídica para se resguardar dos ataques que o governo do Estado vem fazendo contra a cobrança do pedágio. No último dia 22, as empresas ajuizaram na 6 Vara da Federal de Curitiba pedido para que governo, União e órgãos federais e estaduais ligados ao transporte sejam judicialmente notificados sobre a validade dos contratos.
Para o presidente do diretório do PMDB em Curitiba e líder do movimento ''Xô pedágio!'', Doático Santos, também citado no processo junto de outras lideranças do partido, trata-se de manobra das concessionárias para evitar um prejuízo de meio bilhão de reais, caso o governo decida romper unilateralmente os contratos ainda neste semestre. Segundo ele, a previsão de faturamento das seis empresas que exploram o pedágio para este ano seria entre R$ 950 milhões e R$ 1 bilhão.
''Não há como o governo praticar um ato unilateral sem conversar com as concessionárias'', afirmou o presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo. Segundo ele, a intenção das empresas ao pedir a notificação judicial foi apenas de ''registrar os fatos que vêm ocorrendo e demonstrar o desejo de diálogo com o governo''.(Colaborou Andréa Lombardo)

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