Curitiba - Com a vitória na Justiça de Paranavaí, o governo está cada vez mais confiante na possibilidade de dobrar as concesisonárias e forçar as empresas a adotar o modelo de pedágio de manutenção, reduzindo o valor dos preços cobrados nas praças. No pedágio de manutenção, as empresas são responsáveis apenas pelos serviços básicos na rodovia, como manutenção das estradas e atendimento ao usuário. As obras de maior porte previstas no contrato, como duplicações e construções de viadutos, ficam a cargo do governo.
Até agora, apenas uma das seis concessionárias aceitou adotar o novo modelo proposto pelo governo. A Caminhos do Paraná reduziu em 30% o valor de suas tarifas em média, e abriu mão do reajuste de 15,34% pleiteado pelas outras empresas. Em troca, a empresa não precisará realizar a duplicação de dois trechos de rodovias: o trecho Relógio-Guarapuava e Lapa-Araucária, ambos com 40 quilômetros. A Caminhos também não tem mais a obrigação de construir três viadutos e restaurar pontes nos seus trechos de concessão.
O valor que a empresa deixará de investir é contraditório. Enquanto a Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) alega que os investimentos nos 24 anos de concessão são da ordem de R$ 613 milhões, o governador Roberto Requião (PMDB) argumenta que os valores são impossíveis de se mensurar, uma vez que as licitações para as obras ainda não foram realizadas.
O governo ainda mantém negociações com as outras concessionárias para buscar a redução no preço das tarifas. Ontem, o secretário de Estado dos Transportes, Waldyr Pugliesi, e o diretor do DER, Rogério Tizzot, passaram o dia reunidos com diretores da Rodovia das Cataratas para tentar fechar um acordo. Entretanto, segundo Tizzot, um acerto definitivo ainda não está próximo de ocorrer. ''A Rodovia das Cataratas, assim como a Econorte, apegam-se a um acordo feito no governo Jaime Lerner (PSB) que estabele reajustes nas tarifas devido a uma redução temporária aplicada em 1998 (às vésperas da eleição). Para nós, esses acordos não têm consistência. Vamos continuar as negociações, mas dependemos do bom senso e da boa vontade das concessionárias'', afirmou.

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