Curitiba - Durante os nove meses em que estará à frente do governo estadual em 2010, o vice-governador Orlando Pessuti promete concluir as obras iniciadas pelo governador Roberto Requião, manter as políticas sociais e ''se for o caso criar novos projetos''. A futura ascensão de Pessuti se deve a possibilidade concreta do governador Requião ter que renunciar ao mandato para se candidatar, seja ao Senado, seja a outro cargo, em 2010.
O vice-governador diz que se pode esperar dele um estilo ''menos beligerante'' que o de Requião. ''Esse é o estilo dele e que deu certo para ele. Para mim (ser mais conciliador) também tem dado certo'', diz. Pessuti espera que o relacionamento com o governador melhore depois de abril. ''Espero que seja melhor. Nós sempre tivemos um relacionamento calcado pela sinceridade. Temos divergências que são sabidas por todos, mas que se não foram resolvidas até hoje, não serão agora'', declara.
O principal desafio do vice-governador será dar visibilidade aos feitos do governo em um ano cheio de limitações impostas pela legislação eleitoral. Pré-candidato ao governo do estado pelo PMDB, Pessuti espera aproveitar a passagem pelo governo para mostrar trabalho. Mas ele afirma que está preparado. ''Já nos planejamos para isso. Todas as obras, todos os investimentos foram preparados com isso em mente'', explica.
Para poder inaugurar as principais obras previstas para 2010, Pessuti terá que concluí-las até julho, uma vez que candidatos não podem participar de inaugurações depois do dia 3 de julho. O vice-governador também ficará impossibilitado de realizar transferências voluntárias a municípios que não estejam programadas, contratar ou nomear servidores públicos e fazer publicidade institucional a partir dessa mesma data.
''O desafio é dar continuidade às políticas públicas que implantamos no Paraná, mas são políticas que ajudei a conceber e executar e que contam com a aprovação da população paranaense'', diz.
Pessuti conta que já está pensando em nomes para compor parte da equipe do governo a partir de abril. ''Ainda não tenho nada definido, mas se disser que não estou pensando em nomes estaria mentindo'', diz. Ele prevê a saída de doze secretários e dirigentes de autarquias que também irão ser candidatos em 2010. ''Vamos fazer uma avaliação dos que não saírem para ver quais são as melhores opções'', adianta. Segundo o vice-governador, a ideia é preencher os cargos ''com pessoas já entrosadas'' com a atual administração. (R.C.F.)

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