Meta de Adauto é fortalecer imagem da instituição
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2001
De Curitiba 
O novo corregedor da Polícia Civil, Adauto de Abreu Oliveira, considera a transferência da Divisão de Narcóticos (Dinarc), uma promoção. Meu sonho como delegado de polícia era ser corregedor e agora vou poder realizá-lo. Adauto assume o posto dizendo que tem três objetivos principais na Corregedoria: fortalecer os Assuntos Internos (espécie de polícia da Polícia); agilizar as correções, retirando inquéritos das gavetas e fazer a defesa da imagem da instituição.
Com o fortalecimento da imagem da polícia poderemos evitar as interferências de outros órgãos, como o Ministério Público (MP), que tentou fazer o trabalho policial no caso do incêndio à Promotoria de Investigações Criminais (PIC), o que é inconstitucional, declarou o novo corregedor. Ele andou colidindo com os promotores no decorrer das investigações sobre o incêndio da PIC.
O secretário de Segurança José Tavares e o próprio delegado Adauto acreditam que a transferência não causará prejuízos para as investigações do atentado à PIC. Como corregedor, o delegado Adauto cuidará de todos os casos de relevância, inclusive o da PIC, afirmou Tavares.
Segundo Adauto, a delegada Leila Bertolini dará continuidade às investigações, sem interrupções. A Leila me acompanha há muitos anos e ela sempre foi a inteligência da família nas investigações. Eu tinha uma função mais política, disse, sobre a mulher.
Na corregedoria da Polícia Civil Adauto de Oliveira terá sua função fortalecida por modificações no estatuto previstas em um projeto de lei estadual. A proposta será enviada à Assembléia Legislativa na próxima semana. O secretário espera que a matéria seja aprovada em poucos meses. É um projeto muito importante para a Polícia Civil, resumiu.
Com as mudanças, o corregedor terá poderes absolutos no julgamento de processos disciplinares contra policiais. As funções do Conselho da Polícia também serão modificadas pelo projeto de lei.


