O fortalecimento do municipalismo através da organização e união dos prefeitos foi uma das principais definições do encontro entre os 18 representantes de associações microrregionais do Estado ontem, em Foz do Iguaçu. O encontro foi promovido pela Federação das Associações dos Municípios do Paraná (Femupar).
De acordo com o presidente da entidade e prefeito de Arapongas, José Bisca (PFL), não é possível ouvir mais tanta lamentação dos prefeitos sem que haja uma ‘‘organização da classe’’. ‘‘Nossos pleitos são comuns, mas é preciso uma união’’.
Segundo ele, o trabalho começará com a nomeação de uma comissão definida ontem, formada por prefeitos e técnicos, que irá discutir a reforma tributária. ‘‘Vamos nos respaldar tecnicamente sobre o que é de direito para não ficarmos sem argumentos junto aos parlamentares que vão votar as reformas’’. As lideranças não aceitam perder mais receita. ‘‘É hora de dar um basta a essa situação para que os municípios não fiquem em maior dificuldade do que estão’’.
Bisca defendeu ainda o fim do paternalismo nos municípios. Segundo ele, os prefeitos não podem abrir mão de receita e precisam cobrar tributos. ‘‘A sociedade tem que entender. A prefeitura presta um bom serviço para comunidade e ela pode retribuir com tributos’’.
A questão previdenciária dos municípios também foi discutida no encontro da Femupar. Segundo Bisca, a lei 9717, ainda não regulamentada, limita a existência de municípios com regime próprio de Previdência, o que significaria manter o Fundo Municipal em apenas dez municípios do Estado. A Federação quer contratar uma assessoria para encontrar saídas de equilibrar o modelo previdenciário das prefeituras, sem onerar a folha de pagamento. (P.Z)

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