Mestrinho recua e admite investigar Jader
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segunda-feira, 23 de julho de 2001
Agência Estado De Brasília 
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado investigará a representação contra o presidente licenciado do Congresso, senador Jader Barbalho (PMDB-AM), por falta de decoro parlamentar. Ao contrário do que afirmou o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiro (AL), o presidente do órgão, senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM), disse ontem que não apoiará nenhuma estratégia para livrar Jader.
Mestrinho explicou que a decisão de encaminhar ao Ministério Público (MP) fatos já investigados pelos procuradores não impedirá o Conselho de Ética de se pronunciar sobre contradições apresentadas na defesa de Jader. O que interessa ao conselho são os fatos de agora, justificou. Ele se queixou de que a posição dele tem sido mal compreendida desde o início.
O senador reafirmou que não deixará dúvidas sobre o comportamento na presidência do órgão. A previsão dele é a de que, ao fim, os críticos aplaudirão a atuação no órgão.
Mestrinho disse ainda que não se surpreendeu com o pedido de licença do colega. Segundo ele, Jader agiu corretamente, ao se livrar da pressão de um cargo que dificultaria a defesa dele. Foi o caminho certo, defendeu. O senador disse que, na conversa que manteve com Calheiros, em junho, se limitou a afirmar que a não cabe ao Conselho de Ética se pronunciar sobre desvio de verbas ocorridos antes de Jader se eleger senador. Mas sem que isso implique num posicionamento sobre fatos cometidos recentemente pelo senador com relação a essas denúncias.
Mestrinho lembrou que, desde os primeiros dias como presidente do conselho, tem sido crucificado por causa da amizade de muito anos que mantém com Jader. Ele reiterou que a ligação com o presidente licenciado a qual não escondo não refletirá na atuação como presidente do Conselho de Ética. O senador amazonense afirmou que não se arrepende da decisão de assumir a presidência do conselho.


