Mesmo sob acusação
grave, Campos ficou
No dia 29 de junho de 1975, o senador Wilson Campos (Arena-PE) escapou da cassação por seus próprios colegas por 28 votos contra 21. Ele era acusado de intermediar empréstimos para empresários no Banco do Estado de Pernambuco, recebendo 1% de comissão. ‘‘Eu votei contra a cassação, porque me sentia ameaçado de ser cassado pelo AI-5 o tempo todo, então preferia que o próprio presidente Ernesto Geisel eliminasse o mandato de Campos’’, relembra o ainda hoje senador Saturnino Braga, que era do MDB. Dois dias depois de absolvido pelos colegas, Campos foi cassado pelo AI-5. Hoje afastado da política, Campos depois de cassado foi eleito deputado federal em 1990 e reeleito em 1994.
Em 1994, a solidariedade entre os senadores beneficiou José Ronaldo Aragão (PMDB-RO), o único senador considerado culpado pela CPI do Orçamento, que provocou a cassação de seis deputados federais. Apenas 28 senadores se pronunciaram pela condenação de Aragão, que morreu meses depois. Em 94, Humberto Lucena (PMDB-PB), então presidente do Senado, teve a reeleição anulada pelo STF por irregularidades eleitorais. Lucena não ficou um só dia fora, tendo morrido no cargo.

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