O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), não acatou o pedido da defesa do ex-vereador Paulo Arildo Dominguese e manteve a condenação por improbidade administrativa proferida pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) em 2012. Na época, conforme a denúncia do Ministério Público, ele e a então esposa, Valéria Cristina de Oliveira Domingues, teriam exigido parte dos salários de três assessores parlamentares para manutenção dos cargos comissionados. Domingues, que está preso pela acusação de ter agredido a sobrinha da ex-esposa, exerceu dois mandatos consecutivos na Câmara Municipal (2005-2011).

Imagem ilustrativa da imagem Mesmo preso, ex-vereador de Londrina tem direitos políticos mantidos
| Foto: Reprodução/CML


Dentre as sanções do TJ, o réu foi submetido a perda do cargo de vereador e a suspensão dos direitos políticos por 10 anos. Porém, o STJ preservou os direitos políticos do tucano. A FOLHA não conseguiu contato com os advogados de Paulo Arildo. No âmbito criminal, o ex-parlamentar foi sentenciado a quatro anos, dois meses e doze dias de prisão em regime semiaberto pelo crime de concussão, que é o ato de exigir vantagem indevida.

Enquanto isso, o juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, reverteu a condenação de dois anos e quatro meses de prisão de Valéria Domingues na prestação de serviços comunitários. A dupla pôde recorrer em liberdade. De acordo com o MP, as exigências de Paulo Arildo teriam acontecido entre 2005 e 2006.

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