Curitiba - A vice-governadora, Emília Belinati (PFL), acabou ontem com o suspense e anunciou que vai assumir interinamente o governo do Estado na ausência do governador Jaime Lerner (PFL), que embarca na próxima terça-feira, dia 23, para a Alemanha. Com isso, fica proibida, por lei, de concorrer nas eleições de 6 de outubro.
Emília disse, em entrevista à Folha, que sua decisão foi uma demonstração de ''indignação'' ao tratamento que recebeu da cúpula pefelista regional. A executiva do partido rejeitou sua candidatura ao Senado, e lançou de última hora o deputado federal Luciano Pizzatto para concorrer à vaga pelo partido. Apesar do problema, a vice preferiu adotar um tom ameno. Disse que não guarda mágoa da direção pefelista nem do governador, que não intercedeu em favor dela junto ao PFL.
''Vou assumir porque acredito que há outra maneira de se fazer política. Refleti muito nos últimos dias. Foi uma decisão muito dura, dolorida de ser tomada'', desabafou. Ela nega sair do partido por conta do episódio.
A vice disse que este não é um momento para vingança. ''Não uso essa palavra no meu vocabulário. E nunca usei a interinidade para demonstrar força ou poder''.
Lerner vai para Berlim, onde participa de congresso da União Internacional dos Arquitetos (UIA). O governador, formado em Engenharia e Arquitetura, vai disputar a presidência da UIA com outros quatro concorrentes. A eleição está marcada para o dia 29, durante o congresso.

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