O governador de Santa Catarina, Paulo Afonso Vieira (PMDB), voltou a falar ontem como candidato à reeleição em 98. Durante a posse de cinco novos integrantes de seu colegiado, ele retornou ao discurso interrompido no período mais crítico do escândalo dos títulos e disse que ‘‘continua na luta’’.
O governador deve entregar no início da próxima semana sua defesa sobre a operação de emissão de R$ 605 milhões em títulos públicos à comissão da Assembléia Legislativa que analisa o processo de impeachment contra ele. Recém-chegado de uma viagem a São Paulo e Brasília, o governador mostrou um novo ânimo. Afirmou que seu projeto para 98 é concorrer ao governo do Estado. O fato novo adicionado ao discurso foi de que condicionou sua candidatura à reeleição a uma indicação do partido.
A posse dos novos integrantes do colegiado foi mais uma etapa na reforma do primeiro escalão proposta por Paulo Afonso um dia após a Assembléia abrir o processo de impeachment contra ele. Ele prometeu mais espaço para o seu partido, que se sentia preterido com a ocupação dos principais cargos por amigos pessoais do governador, e deixou aberta a possibilidade de contar também com o apoio de seus ex-aliados do PFL, PSDB e PDT para recompor a maioria no Legislativo.
Os nomes do colegiado indicam uma costura política entre indicações das principais lideranças peemedebistas do estado com o grupo mais próximo ao governador, saindo dos postos mais em evidência, mas sendo mantido em postos-chave, como as presidências da Casan e possivelmente da Celesc, empresas que trabalham diretamente na contratação de obras para as prefeituras.

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