Mesa decide pedir o terceiro processo contra Renan
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Ana Paula Scinocca<br>Agência Estado 
Brasília - A entrevista do empresário João Lyra, confirmando que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) usava ''laranjas'' para esconder a sociedade dos dois em empresas de comunicação, praticamente selou a decisão de a Mesa da Casa mandar para o Conselho de Ética o terceiro pedido de abertura de processo contra o presidente do Congresso. A representação contra Renan, nesse caso, foi feita pelo PSDB e do DEM e vai ser votada em reunião da Mesa do Senado marcada para quinta-feira.
Em entrevista à revista ''Veja'', Lyra, que hoje é adversário de Renan, confirmou a sociedade oculta com o peemedebista. Na parceria, que durou entre 1999 e 2005, para a compra da JR Radiodifusão e de ''O Jornal'', Renan teria investido R$ 1,3 milhão, segundo o empresário. O usineiro contou que, como o senador não podia aparecer, registrou a empresa em nome de dois ''laranjas'': Renan Calheiros Filho, o Renanzinho, e Tito Uchôa, seu primo.
Ontem, o segundo vice-presidente do Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), adiou a reunião da Mesa Diretora para analisar o provável encaminhamento do terceiro processo contra Renan ao Conselho de Ética de ontem para quinta-feira. O tucano será o responsável por presidir a reunião da Mesa, uma vez que o primeiro vice-presidente, Tião Viana (PT-AC), estará fora de Brasília, em compromisso em seu Estado.
Dias negou que o atraso na decisão seja uma ''manobra protelatória''. ''A reunião foi adiada pela necessidade de notificar o senador Renan, que só chega amanhã (hoje) à tarde em Brasília'', disse o tucano. Apesar do atraso da reunião da Mesa, Dias deu como certa o enviou da representação para o Conselho de Ética. ''Não resta alternativa. A Mesa enviará (a representação ao Conselho). A decisão é de natureza formal.''
Ontem, por meio de sua assessoria, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), afirmou esperar para amanhã pela manhã uma resposta de João Lyra sobre o convite para que esclareça no Senado como foi montada a sociedade secreta com Renan. De São Paulo, onde passou o final de semana e o dia de ontem, Tuma avisou que pediu ajuda a um delegado amigo da Polícia Federal em Alagoas para que Lyra fosse localizado com rapidez.


