Mesa da Câmara dá prazo de defesa a deputados
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quinta-feira, 15 de setembro de 2005
João Domingos eDenise MadueÀo<br> Agência Estado 
Brasília - A Mesa Diretora da Câmara decidiu ontem dar um prazo de cinco sessões para que os 16 deputados que receberam dinheiro do esquema do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza se defendam na Corregedoria da Casa. Foi a saída encontrada pela Câmara depois que a liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, impediu o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa de abrir processo de cassação do mandato de seis parlamentares do PT envolvidos no mesmo esquema. Com isso, o tempo para a defesa por escrito de todos eles deve terminar no dia 22. Em seguida, a Mesa Diretora decidirá se encaminha ou não o processo para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Dos 18 deputados envolvidos com o ''mensalão'', dois estão de fora: os ex-deputados Roberto Jefferson (PTB-RJ), porque foi cassado, e Carlos Rodrigues (sem partido-RJ), porque renunciou. Instigados pelo PDT, PPS, PV e pelo líder da minoria na Casa, José Carlos Aleluia (PFL-BA), a enfrentar o Supremo, os integrantes da Mesa preferiram uma saída diplomática. Ao abrirem prazo para a defesa e estenderem os efeitos da liminar a todos os acusados - e não somente aos deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Josias Gomes (PT-BA), Professor Luizinho (PT-SP), José Mentor (PT-SP), Paulo Rocha (PT-PA), João Magno (PT-MG) e José Dirceu (PT-SP), este último incluído ontem entre os beneficiários por decisão do ministro Carlos Velloso, do STF , na prática a Mesa atenderá o que determinou Jobim. O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), pode ser cassado.


