A Secretaria Municipal de Gestão Pública inicia esta semana a tomada de preços para o edital da merenda, o qual, segundo a chefe da pasta, Maria José Barbosa, pode ser lançado ainda este ano. Se feito nos moldes propostos por uma comissão que analisou o assunto, a empresa que vencer o futuro certame poderá deter o serviço para um período de 12 meses, prorrogável por até cinco anos, e a um custo que, pelos valores atuais, ultrapassaria os R$ 46 milhões.
De acordo com a secretária da Gestão, que disse ter estudado o relatório da comissão ''superficialmente'', o grupo pede que o novo edital contemple apenas a Educação, e não mais - como ocorre hoje no contrato prorrogado com a SP Alimentos - também as secretarias municipais de Gestão, da Mulher, da Saúde, Assistência Social, Obras e Fundação de Esportes de Londrina. Dos R$ 10.471.202,50 anuais pagos hoje à SP, anualmente (a prorrogação vigora até outubro de 2009), disse a secretária, cerca de 88% correspondem só às escolas e centros de educação infantil municipais.
''Recebemos sugestão da Educação pelo desmembramento; além disso, havia uma orientação da Controladoria da Prefeitura de que a verba do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação de fato deveria comprar alimentos apenas para a Educação'', salientou. As demais pastas, afirmou Maria José, prosseguem com a SP. Se o edital da merenda escolar sai ainda neste mandato? ''Vamos encaminhar até onde for possível. O novo edital pode até sair - mas ninguém garante que o próximo gestor não o suspenda. Contratação, agora, não sai''.

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