Brasília - A merenda escolar, que para o governo é uma das principais medidas de impacto nacional do programa Fome Zero, começou a ser distribuída ontem. Por beneficiar crianças das escolas públicas em todo o País, a merenda tem maior alcance do que as experiências-pilotos de combate à fome em teste em Acauã e Guaribas (PI). Os municípios poderão sacar, neste primeiro mês, um total de R$ 94,8 milhões para comprar merenda. O governo federal dobrou o valor per capita mensal.
Já os alimentos doados por cooperativas para o Fome Zero começarão a ser transportados para os armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a partir do dia 21. O coordenador do projeto na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Roberto Baggio, informou ontem que as cooperativas carregarão fubá, óleo de soja, leite em pó, milho, arroz, feijão e cestas básicas para os armazéns mais próximos das sedes. A Conab deverá distribuir os alimentos nas regiões que participarem do programa.
Baggio anunciou que se discute a isenção da tributação das doações. ''Num primeiro momento, as doações não serão isentas de tributos. Depois, encontraremos uma solução'', acrescentou.
Cooperativas do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais doaram cerca de 4 mil toneladas de alimentos ao programa, desde 7 de janeiro, quando começou a campanha. A OCB centraliza as informações sobre as doações.

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