A Prefeitura de Londrina está estudando a possibilidade de terceirizar o fornecimento da merenda escolar em 61 das 146 unidades educacionais do município e conveniadas. A medida implicaria na demissão de cerca de 240 merendeiras, contratadas pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
  Segundo Karen Betina Ikeda, assessora da secretária Municipal de Educação, Carmem Sposti, a licitação para a terceirização do serviço – que envolveria também outras secretarias, como a de Ação Social – está na fase de formatação do edital pela Secretaria Municipal de Gestão Pública. A expectativa é que o edital seja lançado na próxima semana.
  ‘‘Pelos levantamentos que estamos fazendo, algumas unidades escolares terão terceirizados o serviço de merenda a partir de agosto. A intenção é que seja implantada a terceirização em 61 escolas do município. Em 33 escolas e nos 52 centros de educação infantil, inclusive as filantrópicas, não’’, explicou a assessora.
  Conforme a assessora, a empresa vencedora da licitação ficará responsável pela contratação de mão-de-obra, fornecimento de todos os gêneros alimentícios e pela manutenção do serviço, como a compra de gás. O município somente autorizaria a utilização das cozinhas das escolas. Com isso, as merendeiras celetistas seriam demitidas no vencimento do contrato. ‘‘No primeiro momento, as merendeiras vão ser remanejadas. As estatutárias vão escolher uma vaga e vão para a escola que não tiver terceirização. Temos um quadro enxuto de profissionais. As celetistas serão todas mandadas embora. Setenta delas estão com contrato vencendo em 17 de abril. São ao todo 240’’, relatou. ‘‘Para não causar tumulto, estaremos tentando negociar com a empresa que contratarmos a absorção das meninas, que já são treinadas e têm expe-riência’’, complementou.
  Segundo Karen, os estudos apontaram que a terceirização irá melhorar a qualidade da merenda e não representa aumento de custos. ‘‘Não tem porque terceirizar se não melhorarmos a qualidade por um custo menor’’, assegurou. De acordo com ela, hoje cada refeição servida nas escolas custa ao município R$ 1,38. Esse será o valor máximo que o município deverá pagar à empresa terceirizada. ‘‘O preço é a Gestão Pública que está tratando. Hoje o custo é de R$ 1,38 cada refeição, já incluso a logística. A estimativa é que o preço máximo seja de R$ 1,38. Baixando é lucro.’’
  Atualmente, são servidas nas unidades educacionais mais de 15 mil refeições diárias. A Secretaria de Educação ainda estuda o fornecimento de café-da-manhã em algumas escolas. ‘‘Nossa intenção é dar o desjejum para algumas unidades, o café-da-manhã. Muitas vezes, a criança não tem condições de se alimentar em casa e a escola é o único local em que se alimenta melhor.’’
  O secretário de Gestão Pública, Jacks Dias, não quis comentar a licitação. ‘‘Prefiro falar quando tudo estiver certo. Estamos fazendo estudos’’, disse.

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