Brasília - O senador eleito, Aloizio Mercadante (PT-SP), afirmou ontem que seu partido vai respeitar a indicação do PMDB para a presidência do Senado, como parte do acordo que inclui a escolha do ex-líder petista na Câmara, deputado João Paulo Cunha (SP), para a presidência da Casa.
O acordo está ameaçado pelas recentes declarações do presidente do PMDB, Michel Temer, de que as conversas com o PT estariam ''por um fio''. A formação de um bloco entre PSDB e PFL também ameaça o acordo. As declarações foram dadas por Mercadante, ao deixar o Palácio do Planalto, onde participou de reunião com o ministro da Casa Civil, José Dirceu, e outros líderes do PT.
''É fundamental que se mantenha esse procedimento que já é tradição do Parlamento e que se respeite o resultado das urnas'', disse o senador eleito, que ainda exerce o mandato de deputado federal. PMDB e PT têm, respectivamente, as maiores bancadas no Senado e na Câmara, onde há tradição de o partido com mais congressistas ficar com a presidência da Casa. Na Câmara, o PT tem 92 deputados, e no Senado, o PMDB possui 19 senadores, mesmo número que o PFL.

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