'Mensaleiros' saem da lista dos mais influentes
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de junho de 2006
João Domingos<br> Agência Estado 
Brasília - Os deputados acusados de receber dinheiro do esquema do ''mensalão'' foram severamente rejeitados pelos companheiros na escolha dos cem parlamentares mais influentes do Congresso. Nenhum dos que integram a lista dos investigados pela suspeita de receber mesada do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, tido como o pivô do escândalo do ''mensalão'', está na 13 edição dos ''100 cabeças'' do Legislativo, feita, anualmente, pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
Só para se ter uma idéia de como os ''mensaleiros'' estão em baixa, na relação de 2005, dos 19 investigados por causa do ''mensalão'', nove eram tidos como os que exerciam mais influência: João Paulo Cunha (PT-SP), José Janene (PP-PR), Pedro Henry (PP-MT), Professor Luizinho (PT-SP), Roberto Brant (PFL-MG) e Sandro Mabel (PL-GO), que continuam deputados; e José Borba (PMDB-PR), Paulo Rocha (PT-PA) e Valdemar Costa Neto (PL-SP), que renunciaram depois do escândalo. Outro que foi influente e que também caiu no conceito dos parlamentares foi o ex-deputado Severino Cavalcanti (PP-PE).
Surpresa no rol dos que perderam uma vaga na relação dos ''cabeças'' do Congresso é o líder da minoria no Senado, José Jorge (PFL-PE), candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). Jorge não é mais um dos cem mais influentes. Ele foi destacado para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. Há dez dias, disse que Lula ''bebe muito e trabalha pouco''. Em resposta, o presidente disse que os adversários ''não têm caráter''.
Da nova listagem dos cem congressistas mais influentes, 22 são do PT. O PFL aparece em segundo lugar, com 17. PSDB e PMDB têm 14 cada um, PSB (7), PTB (6), PC do B e PDT (5 cada), PL (3), PP, PSOL e PPS (2 cada) e PV (1).


