'Mensaleiros' já estão em campanha
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de maio de 2006
João Domingos eLuciana Nunes Leal<br> Agência Estado 
Brasília - A turma do mensalão não se intimidou e prepara a volta à cena política. Com uma única exceção, a do deputado Roberto Brant (PFL-MG), os parlamentares que conseguiram salvar os mandatos e os direitos políticos querem ficar no Congresso. Dos quatro que renunciaram para fugir do processo de cassação, três estão em campanha. A única exceção é Carlos Rodrigues (RJ), preso na última quinta-feira por envolvimento com a máfia das ambulâncias e expulso do PL, que não pode se candidatar. Os parlamentares cassados, como Pedro Corrêa (PP-PE) e Roberto Jefferson (PTB-RJ), que tiveram os direitos políticos suspensos até 2015, tentam agora emplacar parentes no Congresso. Já aqueles que o plenário livrou da forca consideram-se com a ficha limpa para pedir voto novamente.
O ex-líder do PMDB José Borba (PR) trabalha nos bastidores. Garantiu R$ 2,5 milhões para prefeituras do Paraná liberando emendas ao Orçamento da União. Destinou, por exemplo, R$ 400 mil para ações sociais e comunitárias, R$ 400 mil para carentes e R$ 360 mil para redes de saúde.
O escândalo do mensalão obrigou vários de seus protagonistas a rever os projetos políticos. Paulo Rocha, Sandro Mabel (PL-GO), João Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT) tinham planos ambiciosos. Os três primeiros trabalhavam para disputar governos estaduais. Henry sonhava com o Senado. Rocha, Mabel e João Paulo vão buscar a reeleição. Henry, que foi absolvido no Conselho de Ética e no plenário da Câmara, ainda não se decidiu.
Dos três mensaleiros paulistas do PT, João Paulo e Professor Luizinho têm a reeleição dada como certa.


