Rio - O delegado da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Nogueira, confirmou que o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato fugiu para a Itália. A informação foi confirmada à PF pelo advogado Marthius Sávio Lobato, que defendeu o executivo no processo do mensalão. O Brasil, através do Ministério da Justiça, pode pedir a extradição de Pizzolato à justiça italiana.

Anteontem, após a expedição do mandado de prisão contra seu cliente, Lobato chegou a fazer um acordo com a Polícia Federal pelo qual Pizzolato se entregaria na sede da Polícia Federal no Rio até o meio-dia de ontem. A notícia de que ele teria saído do País vazou antes disso.

O delegado informou que, segundo o advogado, uma nota sobre a fuga foi divulgada pelo próprio Pizzolato, sem sua interferência. "Por não vislumbrar a mínima chance de ter um julgamento afastado de motivações político eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um Tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália", escreveu Pizzolato.

O ex-diretor do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão e multa por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Como tem dupla cidadania, ele tentará um novo julgamento na Itália.

Pizzolato fez carreira política no Paraná. Filiado ao PT, concorreu ao governo do Paraná em 1990 e também foi candidato a vice-governador do Estado, em 1994, na chapa encabeçada por Jorge Samek, hoje à frente da Itaipu.

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