Brasília - Condenados no mensalão, o ex-sócio-proprietário da Bônus Banval Enivaldo Quadrado, o ex-deputado federal José Borba e o ex-tesoureiro informal do PTB Emerson Palmieri compareceram na tarde de ontem ao TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) e receberam suas penas alternativas. A Corte não divulgará as punições.
Vestindo terno marrom e camisa branca, sem gravata, Quadrado chegou às 13 horas e, questionado pela reportagem, não quis dar declarações. Ele tem que pagar multa de 300 salários mínimos, além da prestação de serviços comunitários.
Borba e Palmieri chegaram e saíram pela garagem do TJDF, segundo a assessoria da Corte, e não foram vistos pela reportagem. Eles também terão que pagar 300 e 150 salários mínimos respectivamente e prestar serviços comunitários.
O Juiz Nelson Ferreira Júnior, da Vara de Execuções das Penas e Medidas Alternativas do DF afirmou, pela assessoria do Tribunal, que não iria divulgar quais entidades seriam beneficiadas porque o artigo 41 da lei de execuções penais prevê "proteção contra qualquer forma de sensacionalismo".
Quadrado, Borba e Palmieri receberam punições alternativas no mensalão porque tiveram penas de até quatro anos, benefício previsto em lei quando as condenações não ultrapassam esse tempo. Durante o julgamento do mensalão, Quadrado foi condenado por lavagem de dinheiro e a uma pena de 3 anos e 6 meses de prisão.
Borba, que era deputado federal pelo PMDB do Paraná na época das denúncias, foi condenado por corrupção passiva, e a uma pena de 2 anos e 6 meses em regime aberto.
Palmieri foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e a uma pena de 4 anos de prisão.

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