O suposto envolvimento de Walfrido dos Mares Guia em um esquema de desvio e lavagem de dinheiro lhe custou o comando do Ministério das Relações Institucionais. Mares Guia renunciou ao cargo após a denúncia, de autoria do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação relata que o ex-ministro, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e outros 13 denunciados montaram uma engrenagem de desvio de pelo menos R$ 3,5 milhões de recursos públicos e lavagem de dinheiro para o caixa da campanha de Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998, episódio conhecido como
‘‘mensalão mineiro’’. O procurador classificou o esquema como ‘‘origem e laboratório’’ do mensalão petista. Escândalos e crises anteriores já causaram a queda de outros sete ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso mais notório é o de José Dirceu (PT-SP), que se demitiu do Ministério da Casa Civil em 16 de junho de 2006, dois dias após o então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor da denúncia do mensalão, cobrar na TV a sua saída.

É uma expressão que se refere a práticas econômico-financeiras que têm por finalidade dissimular ou esconder a origem ilícita de determinados ativos financeiros ou bens patrimoniais, de forma que tais ativos aparentem uma origem lícita ou que, pelo menos, a origem ilícita seja difícil de demonstrar ou provar. É dar fachada de dignidade a dinheiro de origem ilegal

O esquema funcionava nos mesmos moldes do esquema montado no governo Lula: recursos públicos eram desviados, dinheiro de empresas privadas com contratos no governo eram captados de forma ilícita e todo esse montante era lavado pelas empresas de publicidade de Marcos Valério com o auxílio dos empréstimos fictícios do Banco Rural

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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