Maringá - O prefeito de Maringá, José Cláudio Pereira Neto (PT), disse ontem que a Polícia Federal só começou agora a ‘‘levar a sério’’ o envio de e-mails, em novembro de 2001, com ameaças de morte para líderes do PT no Congresso Nacional. As mensagens teriam partido de um computador do jornal ‘‘Tribuna’’ de Santos (SP) utilizando, porém, um provedor de Maringá.
Segundo o prefeito, a PF informou a lideranças do PT que as investigações incluem a ação de ‘‘hackers’’. ‘‘Para despistar e prejudicar rastreamentos, eles (os hackers) estariam utilizando sistemas operacionais de computadores de terceiros’’, afirmou.
Para José Cláudio, se desde o assassinato do prefeito de Campinas (SP), Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, no ano passado, a polícia tivesse investigado a ação do crime organizado, a história hoje seria outra. ‘‘Não há dúvida de que estas mortes são um ataque direto ao PT, que vem combatendo o narcotráfico, desmontando esquemas e inibindo ações de lobistas e de pessoas que viviam do poder’’, disse.
O prefeito de Maringá disse que não considera ‘‘fantasiosa’’ a lista com nomes de lideranças do partido marcados para morrer e a existência da Frente de Ação Revolucionária Brasileira (Farb), que teria assumido a autoria da morte do prefeito de Campinas. ‘‘Fantasiosa é a história de que existe um movimento de extrem-esquerda combatendo a esquerda’’, afirmou o petista.
José Cláudio que, ontem pediu segurança ao comando do 4º Batalhão da Polícia Militar, disse que o trabalho dos policiais é provisório até que o partido monte um esquema de segurança para as lideranças no Paraná. ‘‘Não estamos sendo levados por uma comoção, mas alertas para um perigo que existe e é real.’’
Segundo o prefeito, as lideranças do PT não falam em medo, mas em tomar cuidado com a atual situação. ‘‘O perigo é também contra a sociedade civil que está desprotegida diante da qualidade e eficiência do crime organizado’’, afirmou.

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