Curitiba - A primeira mensagem do governador Beto Richa (PSDB) chegou ontem à Assembleia Legislativa (AL). O texto trata da extinção do consórcio Gralha Azul, uma empresa de economia mista criada em novembro de 2004 mas que nunca saiu do papel. Já o ''pacote'' de propostas do Poder Executivo anunciado pelo líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), no dia 16 de fevereiro, ainda não tem data para começar a tramitar na Casa de Leis.
Segundo a mensagem do governador, o consórcio Gralha Azul tinha o objetivo especificado em lei de construir e explorar os serviços de uma linha de transmissão arrematada em um processo de licitação. Mais tarde, a Agência Nacional da Energia Elétrica (Aneel) cancelou a licitação. ''A Aneel não concedeu a adjudicação (posse) do empreendimento à empresa, ou seja, a empresa criada não atingiu o seu objetivo''.
De acordo com Traiano, a Gralha Azul só foi formalizada no papel, ou seja, a empresa não chegou a ter orçamento ou funcionários. E como foi criada para um fim específico, não poderia ser aproveitada em um outro processo de concessão de linhas de transmissão. No entanto, assim como a criação de uma nova empresa pública deve ser autorizada por lei, a extinção dela passa pelo mesmo procedimento.
No pacote anunciado por Traiano há mais de um mês estava a criação de três agências estaduais e a regulamentação das Parcerias Público Privadas (PPP) no Estado. Beto também prometeu encaminhar o projeto que institui a ''Ficha Limpa'' no âmbito do funcionalismo público. O objetivo da proposta seria barrar a contratação para cargos de confiança de pessoas que sofreram condenações em última instância de uma série de crimes.
Mesmo as propostas sobre a reestruturação administrativa do Governo do Estado, com a criação das secretarias de Estado de Infraestrutura e Logística e da Família e Desenvolvimento Social, e a criação do Programa Paraná Competitivo ainda não chegaram ao Legislativo.

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