Buenos AiresO ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-1999) ‘‘tem que explicar à justiça’’ de onde tirou os dez milhões de dólares que possui em bancos suiços, afirmou ontem o porta-voz presidencial argentino Eduardo Amadeo, em declarações a emissoras de rádio.
‘‘Há uma suspeita de enriquecimento ilícito e esperamos que esse processo demonstre se isso é verdadeiro ou não’’, disse Amadeo à rádio Mitre, referindo-se à denúncia na justiça iniciada contra o ex-chefe de Estado peronista.
O juíz suiço Claude Wenger revelou a um semanário de seu país, o ‘‘L’Hebdo’’, que foram bloqueadas duas contas bancárias nas quais o ex-presidente tinha depositados cerca de dez milhões de dólares, segundo publicação de ontem do diário argentino Página 12.
As atuações de Wenger são o resultado de cerca de 200 pedidos feitos pelo juíz federal argentino Jorge Urso para determinar o destino de cerca de 60 milhões de dólares, no contexto de uma investigação por vendas ilegais de armas durante a gestão de Menem.
(Leia em Folha Economia o noticiário econômico sobre a Argentina)

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