Buenos AiresO ex-presidente argentino Carlos Menem disse ontem que é o único que pode tirar o país do ‘‘caos’’, e que o Governo tem que ‘‘concordar jᒒ com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para receber ajuda financeira. Menem, que governou a Argentina entre 1989 e 1999, alertou para a possibilidade de que haja novas agitações sociais por causa da crítica situação econômica do país e voltou a propor a ‘‘dolarização’’ como ‘‘uma das saídas’’ à crise do país.
‘‘O único que pode tirar a Argentina deste caos se chama Carlos Saúl Menem’’, disse em uma entrevista ao canal de televisão Telefé na província de La Rioja. Segundo o ex-governante, o Governo tem que ‘‘concordar já com o FMI, aprofundar a reforma das instituições do Estado e buscar a paz social’’.
O Executivo argentino, liderado por Eduardo Duhalde, pede com urgência um empréstimo financeiro do organismo multilateral de crédito, que exige profundas reformas econômicas e legais para ajudar o país.
Menem, que enfrenta Duhalde pela liderança do majoritário Partido Justicialista (peronista), considerou que o atual governante é ‘‘legal’’ mas precisa de ‘‘legitimidade’’ e disse que esta última condição ‘‘o povo dá com seu voto’’.
Duhalde foi designado pela Assembléia Legislativa em 1º de janeiro para completar o mandato de Fernando de la Rúa, que renunciou à Presidência em 20 de dezembro em meio a uma manifestação social com saques a supermercados e atos de violência que deixaram 28 mortos em todo o país.
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