Mendes crê em julgamento de Cacciola
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Renata Giraldi<BR>Folhapress 
Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse ontem que acredita no julgamento integral do ex-banqueiro Salvatore Cacciola no Brasil. A Corte Européia de Direitos Humanos negou um recurso do ex-banqueiro que poderia evitar sua extradição para o Brasil. Para efetivar a extradição, falta apenas a decisão do Poder Executivo de Mônaco, que é representado pelo príncipe Albert.
''Tenho a impressão que o devido processo vai ser aqui aplicado integralmente'', disse Mendes, após participar de almoço em homenagem aos jogadores vitoriosos da Copa de 1958, no Palácio do Itamaraty. ''Só se pediu a extradição porque o Judiciário tem a perspectiva de dar sequência de crime existente.''
Mas o presidente da Suprema Corte reconheceu que é possível ainda que os advogados de defesa de Cacciola recorram ao STF com um habeas corpus. ''Sempre há possibilidade de se entrar com um habeas corpus. Já houve um habeas corpus (julgado) no Supremo Tribunal Federal'', disse.
Em abril deste ano foi decidida a extradição do ex-banqueiro pela Suprema Corte de Mônaco. Desde estão, os advogados de Cacciola entraram com sucessivos recursos na Corte de Apelação de Mônaco na atentiva de evitar a extradição.
O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, que acompanha cuidadosamente a tramitação do caso Cacciola, disse estar convencido que em breve o ex-banqueiro será extraditado. Para especialistas, a decisão do príncipe Albert deve ocorrer nos próximos dias.


