Curitiba - Após quase 30 dias de investigação, os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo da Câmara ainda não conseguiram conectar a recente crise no setor com o resultado das visitas aos quatro Cindactas (centros integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo) do País. Ontem, um grupo de deputados federais que integram a CPI, além de membros de duas comissões permanentes da Câmara (de Fiscalização e de Relações Exteriores), visitaram o Cindacta 2, localizado em Curitiba. Apenas o Cindacta 3 ainda não foi visitado. Durante entrevista breve, membros da CPI informaram sobre a existência de boas condições estruturais no Cindacta 2 e reforçaram que não há problemas em relação aos equipamentos utilizados.
Membros da CPI também mencionaram, ontem, a falta de investimentos na Aeronaútica, mas o fato já havia sido debatido pelo grupo nas duas outras visitas realizadas, aos Cindactas 1 e 4. A maioria acredita que há um ''contingenciamento'' dos investimentos na área por parte do Governo, mas anunciaram que, no caso do Cindacta 2, novos equipamentos devem operar em outubro. O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB/PR), um dos membros que pertencem à oposição, minoria dentro da CPI, voltou a afirmar ontem que a CPI deveria ''insistir nas auditorias''. ''A Infraero cobra para administrar e as taxas arrecadadas não são repassadas para a Aeronáutica. A própria Aeronáutica desconhece o direito'', afirmou ele. A minoria oposicionista na CPI, porém, tem tido dificuldades na aprovação de auditorias.
Fruet admitiu que as visitas pelos Cindactas são rápidas, mas confidenciou que tem obtido informações junto a integrantes da Aeronáutica, especialmente, que podem contribuir com as investigações da CPI. ''O que eu estou percebendo nas conversas é que não há canal de comunicação entre o Ministério da Defesa e da Aeronáutica. E existe uma dificuldade de relacionamento entre a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), o Ministério da Defesa e a Aeronáutica. Concessões de novas linhas aéreas foram dadas sem que a Aeronáutica tivesse sido consultada'', exemplifica o tucano. A CPI tem até o mês de agosto para concluir as investigações.

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