GazaQuatro palestinos morreram na hora e um quinto pouco depois, no hospital, na explosã do veículo em que viajavam na Faixa de Gaza, segundo um novo balanço de fontes hospitalares palestinas. A explosão ocorreu quando os palestinos circulavam por uma estrada que liga as cidades de Gaza e Khan Yunes, na Faixa de Gaza, segundo testemunhas e fontes dos serviços de segurança palestinos.
Ainda não foi possível determinar se eram civis ou membros dos serviços palestinos de segurança, como também a causa da explosão, registrada nas proximidades de um posto de segurança palestino, enquanto um helicóptero israelense sobrevoava o setor.
A Frente Democrática para Libertação da Palestina (FDLP), um dos componentes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), indicou que as vítimas eram membros de seu braço armado, as Brigadas da Resistência Nacional Palestina.
Ataques
Um helicóptero israelense atacou ontem pela manhã uma posição dos serviços palestinos de segurança em Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, provocando feridos, indicou a mesma fonte.
Durante a noite, helicópteros israelenses dispararam quatro mísseis contra uma fábrica metalúrgica palestina no acampamento de refugiados de Khabaliya, no Norte da Faixa de Gaza, acrescentou. O edifício foi seriamente danificado pelo ataque, que não causou feridos, sempre segundo a fonte dos serviços de segurança.
Responsabilidade
O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, responsabilizou o governo do primeiro- ministro israelense, Ariel Sharon, pela morte de cinco membros do braço armado da Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP) na explosão do carro deles no sul da Faixa de Gaza. ‘‘O que aconteceu na Faixa de Gaza mostra que o governo israelense não quer a calma mas, o contrário, busca uma escalada contra o povo palestino’’, declarou Arafat à imprensa. ‘‘Mas ninguém destruirá essa cidade’’, disse o líder palestino, que recebia uma delegação operária em Ramallah (Cisjordânia).
Hamas
O movimento radical islâmico palestino Hamas condenou duramente ontem as declarações do presidente Yasser Arafat, que chamou de ‘‘terroristas’’ os atentados contra civis israelenses.

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