Leandro Donatti
De Curitiba
A subcomissão criada pela CPI do Narcotráfico antes de deixar Curitiba, em março passado, vai retornar ao Paraná em meados deste mês. A Folha apurou que, desta vez, a concentração dos trabalhos deve ser em Ponta Grossa e em Foz do Iguaçu. A CPI nacional tem até maio para entregar seu parecer. Robson Tuma (PFL-SP), Pompeo de Mattos (PDT-RS), Lino Rossi (PSDB-MT) e Roque Zimmermann (PT-PR), devem integrar comitiva.
Ouvidos pela Folha ontem, os deputados falaram sobre o período pós-CPI. A não instalação de uma comissão parlamentar estadual foi a tônica do balanço feito por eles. Robson Tuma cobrou dos deputados uma posição mais firme. ‘‘As pessoas têm de esquecer que fazem parte do governo, que pode nem ter culpa. Os policiais podem ter chegado antes’’. Tuma disse que comissão especial não é a mesma coisa que CPI, razão pela qual os deputados devem se empenhar na instalação de comissão parlamentar.
Lino Rossi também defende a CPI estadual. O parlamentar disse ter ficado estarrecido quando soube que a base de sustentação do governador Jaime Lerner (PFL) derrubou requerimento de instalação. ‘‘E o governo mostrou coragem em diversos momentos’’, disse numa referência à exoneração do ex-delegado geral João Ricardo Képes Noronha e ao afastamento de Cândido Martins de Oliveira, da Secretaria da Segurança.
Lino Rossi defende não apenas uma CPI estadual, para dar prosseguimento ao trabalho iniciado há um mês, mas também a instalação de comissões parlamentares nos municípios. Rossi disse que no Paraná, Maranhão e Acre, a CPI nacional conseguiu fazer ‘‘barba e cabelo’’.
Único representando do Paraná na CPI nacional, Padre Roque disse estar otimista com o novo secretário da Segurança, José Tavares. ‘‘Está de parabéns. Tomara que tudo o que está fazendo não seja fogo de palha.’’ Ele cobrou a discussão da CPI estadual. ‘‘Os deputados do governo estão fazendo um papelão. Por que tanto medo? Há respingos?’’, provoca Padre Roque.

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