Membros da CEI agora defendem transporte em vans e kombis
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domingo, 12 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A semana política na relação entre a Câmara de Vereadores e o Executivo promete começar novamente conturbada hoje, e mais uma vez com o foco da discussão na tarifa do transporte coletivo. Enquanto as empresas concessionárias do serviço pressionam pelo reajuste congelado desde 2006, os vereadores Joel Garcia (PDT) e Tito Valle (PMDB) - respectivamente presidente e membro da Comissão Especial de Investigação (CEI) do Transporte - protocolam hoje no Legislativo projeto de lei que institui na cidade, em caráter emergencial, e ''se houver necessidade'', o transporte alternativo de passageiros por meio de vans e kombis de lotação. Também hoje, o presidente da CEI vai a Curitiba protocolar no Departamento de Matemática Aplicada da Universidade Federal do Paraná (UFPR) o relatório parcial da comissão que apontou viabilidade no valor de R$ 1,99 para a tarifa do sistema, além de indícios de superfaturamento na maior parte dos insumos que compõem a planilha de 2006.
De acordo com Garcia, que, na sexta-feira, anunciou a renúncia ao posto de líder do Executivo na Câmara, o projeto relativo aos meios de transporte alternativos é uma resposta à ameaça de greve dos trabalhadores do sistema. Também na sexta, em três assembleias coordenadas pelo sindicato que representa a categoria, o Sinttrol, foi aprovado o indicativo de greve face aos 10% de reajuste reivindicados (4% de ganho real e 6% da inflação anual). ''A proposta é que não só seja autorizado compulsoriamente o transporte alternativo, como também que essas kombis e vans disponham de um prazo de 90 dias para regularizar a atividade'', definiu.
Questionado se o projeto tem chances de emplacar no Executivo, Garcia resumiu: ''Não vai ter receptividade, mas nossa preocupação é com o trabalhador e com a dona de casa, não com o Executivo. Mas é fato: se o transporte alternativo entrar em Londrina, não sai mais'', discursou.
Já o encaminhamento do relatório parcial da CEI para análise da UFPR, afirmou o parlamentar, é ''para provar nossa planilha não tem erro nenhum''. ''Além do mais, a comissão trabalhou com dados fornecidos pela própria Prefeitura, CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e pelas empresas. Querem desestabilizar a nossa planilha até para poder justificar o aumento'', atacou.
A CEI prevê entrega do relatório final até o dia 18, quando vence o prazo de 90 dias estabelecido pelo regimento da Casa para conclusão dos trabalhos. Mês passado, contudo, o Plenário aprovou projeto de lei de Tito Valle impedindo que o prefeito Barbosa Neto (PDT) mexa na tarifa antes de a CEI se pronunciar em definitivo. ''Os cinco membros da comissão já conversaram com a Presidência da Câmara, na sexta, e ela expediu correspondência ao prefeito informando que ele pode ser submetido à Lei Complementar 201, que trata dos crimes de responsabilidade, caso se atreva a reajustar a tarifa nates do relatório final'', ameaçou o ex-líder.


