Membros da administração negam denúncias de Soraya
Os integrantes da administração municipal que foram citados pela ex-assessora financeira da campanha de Nedson Micheleti (PT), Soraya Garcia, por ''esquentarem'' as doações para o caixa oficial da campanha, negaram as acusações.
No depoimento prestado à Polícia Federal (PF), no dia 1 de agosto, Soraya declarou que ''R$ 970 mil (dos R$ 1,1 milhão) foi mandado, depositado em cheques. O restante foi esquentamento de dinheiro''. ''Jacks Dias, Francisco Moreno, Augusto Ermétio Dias Júnior, Wilson Sella, Major Adalberto (Pereira), Alvaro Grotti (Júnior), eles emprestaram os CPFs para que a gente depositasse o dinheiro em conta. A gente que depositava depois pegava o número do CPF e os dados deles e pegava a assinatura dos recibos. Eu estive na secretaria pegando de vários'', afirmou.
Grotti Júnior, diretor de trânsito da CMTU, disse que sequer conhecia a ex-assessora. ''Não conheço, nunca tive contato com a Soraya. Vim saber da existência dela na quarta-passada pelo jornal. Acho que ela está atirando no escuro para ver o que ela acerta. Fiz doação para a campanha legalizada, tenho recibo'', disse.
O presidente do PT de Londrina e secretário de Gestão Pública, Jacks Dias, também refutou as acusações. ''Isso não existe. Fiz doações para a campanha e prestei contas no imposto de renda dessas doações para não ter sombra de dúvida. Vamos nos defender e deixar claro para a cidade que o que ela está colocando está fugindo da realidade'', afirmou.
O diretor de Marketing da Sercomtel, Francisco Moreno, negou que houvesse o esquema. Os secretários Adalberto Pereira (de Governo) e Wilson Sella (da Fazenda) não foram localizados para comentar as denúncias. (C.O.)





