O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), sub-relator da CPI dos Sanguessugas, criticou os partidos que já anunciaram a intenção de expulsar os parlamentares citados na lista divulgada ontem de supostos envolvidos com a máfia das ambulâncias. A lista possui os nomes de 57 parlamentares: 56 deputados e um senador. Apesar da suspeita de envolvimento, não há provas contra nenhum dos citados. ''A preocupação que a CPI tomou, alguns partidos não tomaram. Algumas direções partidárias têm dito que possuem as informações necessárias para expulsar deputados. Mas não é verdade'', disse Sampaio.
O tucano criticou o próprio partido, que foi um dos primeiros a anunciar que vai expulsar os envolvidos com a compra superfaturada de ambulâncias. O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), divulgou nota ontem comunicando a decisão de expulsar os sanguessugas.
Sampaio, que é da Executiva Nacional do PSDB e sub-relator da CPI, diz que não foi consultado por Tasso, que anunciou ontem a expulsão dos tucanos supostamente envolvidos com o esquema irregular. ''Talvez tenha sido um sentimento normal de presidente de partido. Mas ele incorreu num equívoco'', disse ele.
O relator da CPI dos Sanguessugas, senador Amir Lando (PMDB-RO), disse que talvez seja necessário tomar o depoimento dos parlamentares citados na lista, além de assessores. O presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), classificou como ''impressionantes'' os detalhes do depoimento de Luiz Antonio Trevisan Vedoin para a Justiça de Mato Grosso. O empresário é filho do dono da Planam, Darci Vedoin, apontado como um dos organizadores do esquema de compra superfaturada de ambulâncias. ''Se tudo for comprovado, é um esquema imenso e que vai responsabilizar outros parlamentares'', afirmou Biscaia. (A.M.)

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