Brasília - Em uma última tentativa de impedir a abertura de inquérito criminal, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, entregou ao STF (Supremo Tribunal Federal), por meio de seus advogados, uma petição em que contesta as acusações do Ministério Público e sugere que a investigação é desnecessária. O ministro Marco Aurélio de Mello deverá decidir hoje sobre o pedido de instauração do inquérito, feito pelo procurador-geral da República, Claudio Fonteles. A petição é uma defesa prévia de Meirelles, assinada pelos advogados Antonio Claudio Mariz de Oliveira e Roberto Pasqualin Filho.
Os advogados desqualificam o trabalho do Ministério Público. Julgam as conclusões precipitadas e equivocadas. Fonteles disse que não comentaria essas afirmações sem conhecer o documento. Na petição, os advogados contestam a acusação de que o aumento do patrimônio de Meirelles no período em que ele presidiu o Banco de Boston seria incompatível com o que teria ganho no cargo. O Ministério Público considerou que o patrimônio dele era de R$ 1,8 milhão em 1996 e de R$ 104,499 milhões em 2001, o que equivaleria a um ganho em torno de R$ 20 milhões por ano. Eles a apresentaram espontaneamente. Essa defesa ocorre normalmente em outra fase da investigação, quando termina a apuração preliminar realizada em inquérito, e há possibilidade de abertura de ação penal.

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