Meger já foi acusado
de abuso econômico
O deputado Valdomiro Meger (PFL-PR) está, como o deputado José Borba (PTB-PR), no primeiro mandato de deputado federal. Na eleição de 1994, foi denunciado pelo então deputado Antônio Barbara (PFL) por crime de abuso econômico porque cooptou a maioria dos diretórios que davam apoio ao desafeto.
Aos 54 anos, Meger envolveu-se no escândalo dos pianistas porque teria fornecido a senha a Borba e, assim, não receberia falta na Câmara enquanto comparecia a um encontro político em Maringá (PR).
Meger é empresário do setor de transportes e agropecuarista, o que o faz integrante da bancada ruralista. Do mesmo jeito do deputado que votou por ele, a atuação vinha passando despercebida na Câmara. Mas, no Paraná, travava uma luta ferrenha com Odílio Balbinotti (PSDB-PR) por causa da eleição do fim do ano e pelo controle do colégio eleitoral de Maringá.
Ao saber que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), havia descoberto que alguém votava por ele, Meger deu a resposta imediata. Mandou dizer que era Balbinotti, com o intuito de desmoralizá-lo em Maringá. Não era. Os dedos que apertavam a senha de Meger eram de outro parlamentar: Borba. Meger ainda piorou a situação ao dizer que não pedira favor nenhum a Borba, enquanto o parceiro de piano justificava a votação dupla como um ‘‘gesto de amizade.’’ (AE)

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