Medo e esperança convivem em NY
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de junho de 2002
France Presse 
Nova YorkNove meses depois dos atentados de 11 de setembro contra o World Trade Center, os nova-iorquinos continuam inseguros e abalados pelos ataques, mas uma grande maioria se disse otimista em relação ao futuro da cidade, informou uma pesquisa da New York Times/CBC.
No estudo, foram ouvidos 940 habitantes. Um dos primeiros dados da enquete mostra que, depois dos atentados, um em cada três nova-iorquinos evita lugares lotados, como partidas de beisebol, e que a mesma proporção se diz insegura ao ter de utilizar o transporte subterrâneo.
Em agosto, 60% dos habitantes de Nova York pensavam que a cidade era segura, enquanto agora 40% acham o mesmo.
Apesar de tudo, os nova-iorquinos mostram um grande otimismo quanto ao futuro da cidade. Cerca de 85% acreditam numa reativação da economia de Nova York. Dois terços das pessoas interrogadas afirmaram que pretendem continuar em Nova York nos próximos quatro anos.
Ainda: dois terços dos entrevistados consideram boas as relações raciais em Nova York, o que significa o índice mais alto dos últimos 14 anos.
Ano mortiferoO ano de 2001 foi o mais mortífero da história do terrorismo mundial devido aos atentados de 11 de setembro contra Washington e as torres do World Trade Center, em Nova York, segundo um relatório norte-americano publicado recentemente. A ameaça terrorista é de amplitude mundial, tem diversas facetas e é séria, afirma o secretário de Estado Colin Powell no prefácio do relatório, o primeiro publicado depois dos atentados de 11 de setembro.


