Ibiporã - O estigma causado pelo questionamento sobre a legalidade do concurso somado à longa espera por uma decisão final, são as maiores queixas dos servidores aprovados no concurso público da Prefeitura de Ibiporã em 1997. A expectativa sobre a manutenção dos salários complementa o drama.
''Isso aqui não é um hobby não, eu ajudo a sustentar a casa e estudo bastante para melhorar meu trabalho'', conta a auxiliar de creche, Maria Aparecida Valentim Rodrigues, que faz curso universitário de Pedagogia. ''É duro para a gente porque nunca fizemos nada de errado e cumprimos o que estava na lei. Nossa imagem com a socidade fica ruim com isso.''
A atendente de berçário, Rita de Cássia Pimenta, conta que ''psicologicamente, todos ficam muito abalados com a indefinição''. ''Temos medo do desemprego e muita gente só tem esse salário para sobreviver. Se o povo já não sabe ler e escrever, vai se virar como?'', questiona.
O bem estar da família também preocupa o motorista Airton Alba Marques, de 58 anos. ''A gente corre o risco de perder tudo. Se isso acontecer (demissão), vamos ter que ir à Justiça.'' Outra preocupação dele é a aposentadoria, que também corre risco se for demitido. (F.C.)

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