BRASÍLIA - O esquema de segurança armado pelo governo brasileiro para a chegada do imperador Akihito e da imperatriz Michico a Brasília foi semelhante ao preparado durante a visita do líder da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat ao País, no ano passado. Cerca de 150 homens da Polícia Militar e cem agentes da Polícia Federal foram mobilizados para dar proteção a Akihito, que chegou ontempor volta das 13h25.
Segundo funcionários da Embaixada do Japão no Brasil, a segurança de Akihito foi reforçada depois da invasão da residência do embaixador japonês em Lima, no Peru, por guerrilheiros do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA). O imperador, que não deverá ter nenhuma programação fora do roteiro oficial, só irá se locomover, nos dois dias em que permanecer no Distrito Federal, em um carro Mercedez Benz blindado.
A própria Embaixada do Peru em Brasília, onde Akihito participará de um jantar, recebeu proteção especial. A cerca viva foi substituida por um muro de 3,5 metros, com arame farpado e as entradas ganharam detectores de metais, aparelhos de raio-X e câmeras que controlam o acesso ao prédio. ‘‘A segurança é uma preocupação muito grande’’, observou o adido de imprensa da embaixada do Japão, Shigehiro Takeuchi.
Durante o trajeto do aeroporto ao Hotel Naoum, onde a comitiva de Akihito ocupou 143 apartamentos executivos, distribuídos por seis andares, os carros da comitiva do imperador foram acompanhados por helicópteros da PF e PMs. Nas imediações do Naoum, as duas polícias também mantiveram cerca de 100 homens, que trabalhavam em conjunto com policiais japoneses, inclusive da polícia imperial, que acompanham Akihito ao Brasil.
O imperador Akihito e a imperatriz Michiko se hospedaram em uma suite real, de 300 metros quadrados, que ocupa dois andares do Hotel Naoum, onde a entrada também está controlada por aparelhos de raio-X e detectores de metais. Equivalente esquema foi montado para o jantar em homenagem ao imperador no Itamaraty, onde o menu previsto incluia cuscuz à paulista, codorna à moda do Paraná (assada com pinhão) e doce de cajú, preparado por um cozinheiro vindo do Pará.

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