A oposição e os candidatos a deputado são os maiores prejudicados com a decisão das emissoras de suspender entrevistas. Os candidatos do PMDB ao governo, Roberto Requião, e do PSDB ao Senado, ex-governador Álvaro Dias, estão monitorando as áreas aonde é difícil a penetração. Ambos se destacam pela destreza de discurso e sabem que a medida traz reflexos negativos para suas campanhas.
O PSDB e o PMDB ainda não deram sinal de que vão levar a discussão à Justiça Eleitoral. Os advogados do PMDB passaram horas tratando da legislação, chegaram a conclusão de que em momento algum há vedações nesse sentido, mas não se manifestaram ainda em juízo. A lei eleitoral, no seu artigo reservado à propaganda eleitoral, impede apenas que candidatos sejam privilegiados no ar, independente do veículo de comunicação.
Candidato à reeleição, o governador Jaime Lerner (PFL) está em situação confortável. A fluência verbal não é o seu forte e a suspensão de entrevistas lhe beneficia. Arredio a entrevistas, o governador está repassando a tarefa para seus secretários de Estado que o acompanham em campanha pelo interior. Seus advogados ajuizaram durante a semana representação contra Requião por estar pressionando, na qualidade de senador da República, donos de emissoras a conceder entrevistas. Ontem, o corregedor do Tribunal Regional Eleitoral Altair Patitucci autorizou a abertura da investigação requerida pelo grupo de Lerner. (L.D)

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