Medida seria plano B para a encampação
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quarta-feira, 25 de junho de 2003
Leandro Donatti<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A intervenção nas praças de pedágio seria mais uma tentativa do governo em negociar com as concessionárias. A equipe de Requião trabalhava em três frentes. Uma delas a negociação direta com cada concessionária. Com a Caminhos do Paraná e Econorte, o governo conseguiu chegar a uma redução de até 30%, o que acabou não se concretizando diante da resistência das demais concessionárias.
A encampação, discutida nas últimas semanas pela Assembléia, é outra ferramenta mais radical à disposição do governo. A proposta, entretanto, esbarra em detalhes como o valor a ser indenizado. O governo não tem dinheiro em caixa, como chegou a confirmar o secretário de Estado da Fazenda, Heron Arzua, recentemente a deputados. A encampação ainda demandaria apoio logístico do Departamento de Estradas e Rodagem, que teria de deslocar funcionários para assumir as praças.
A intervenção seria a saída complementar para o plano do governo Requião. Menos drástica e respaldada em lei, possibilitaria a discussão mais transparente das planilhas do pedágio. O interventor teria poderes para isso. Poderia interferir com respaldo legal. Mesmo sob o argumento das concessionárias que a desordem social instalada com a tomada das praça de pedágio pelo MST e caminhoneiros pode ter sido orquestrada nos bastidores pelo próprio governo. Com as ferramentas em mãos, o governo poderia aplicar a encampação em algumas das seis praças, a intervenção nas onze praças ocupadas pelo MST, e a redução via negociação nas que se propuserem a baixar valores.


