O governo do Paraná avaliou com reservas ontem a quebra da estabilidade dos servidores públicos, aprovada em primeiro turno pela Câmara Federal. O secretário da Administração, Reinhold Stephanes Junior, disse que a medida não passa de uma ‘‘flexibilização da estabilidade’’.
Segundo ele, será muito difícil para os governos estaduais colocar em prática qualquer plano de demissão de funcionários, seja por excesso de pessoal ou por incompetência do próprio servidor. ‘‘As indenizações continuam muito pesadas e as multas pesadíssimas não foram eliminadas’’, avaliou o secretário, descartando qualquer possibilidade de demissões em massa.
Stephanes Junior disse que a participação das assembléias legislativas e câmaras municipais na apreciação dos pedidos de demissão feitos pelo executivo retarda o processo, que na sua opinião deve ser ágil. ‘‘Nenhum deputado ou vereador vai nos dar razão. Eleitoralmente isso não é interessante’’.
O governador Jaime Lerner reafirmou ontem que é favorável à reforma administrativa do Estado. ‘‘Mas uma reforma como um todo. A quebra da estabilidade tem de ser entendida como uma quebra de privilégios e não o início de um processo de demissão em massa’’, explicou. (L.D)

mockup