Medida judicial para barrar posse divide procuradores
Curitiba - O fato da Associação Nacional do Ministério Público de Contas (AMPCON) ter entrado com a liminar para impedir a atuação de Maurício Requião no Tribunal de Contas (TC) do Paraná gerou um mal-estar entre os procuradores paranaenses ligados ao Ministério Público junto ao TC (MPjTC). Em entrevista ontem à reportagem, o procurador-geral do MPjTC no Estado, Elizeu de Moraes Corrêa, disse que não concorda com o posicionamento da associação e que os procuradores paranaenses do MPjTC não autorizaram a medida contra Maurício. ''Pessoalmente, considero que Maurício é uma grande aquisição'', disse ele, acrescentando que irá convocar uma reunião com o presidente da AMPCON, José Gustavo Athayde, para tratar do assunto.
''A medida da associação nacional é resultado de uma atitude isolada de um procurador do Paraná. Tenho certeza que, se todo o nosso grupo fosse ouvido, a maioria não apoiaria a ação'', disse Corrêa, sem citar o nome do procurador que teria apelado à AMPCON. O MPjTC conta hoje no Estado com onze procuradores.
Segundo Corrêa, o argumento da associação nacional é ''questionável juridicamente''. Para ele, o fato de Maurício ser irmão do governador do Estado ''não é impeditivo''. ''Maurício está substituindo o cunhado do governador do Estado anterior (Jaime Lerner)'', declarou ele, em referência a Henrique Naigeboren, aposentado pelo TC. (C.S.)





