Curitiba - O Instituto Nacional de Criminalística (INC), vinculado à Polícia Federal (PF), deve destacar dois médicos legistas de Porto Alegre (RS) para participar do processo de exumação do corpo de Osvaldo Magalhães dos Santos, ex-diretor da Banestado Leasing e ex-secretário do Esporte e Turismo, mais conhecido como Osvaldinho. Além dos médicos, o perito Sergei (não foi informado o nome completo) e um delegado da PF em Brasília devem acompanhar o processo, segundo a assessoria de imprensa da PF em Brasília.
Como na capital federal a PF não dispõe dos equipamentos necessários para a análise de DNA, o INC cogita a possibilidade de fazê-lo no Paraná. A data da exumação, solicitada pela CPI do Banestado e autorizada pela Justiça Federal, deve ser definida na segunda-feira. O juiz Sérgio Moro, da 2 Vara Criminal Federal, determinou que o processo seja feito em no máximo 30 dias, e que o Instituto Médico Legal (IML) do Paraná não participe dos procedimentos, para evitar especulações já que no dia do acidente não foram feitos todos os exames de praxe. Desde a decisão, no dia 4, já se passaram dez dias.
Osvaldinho morreu em um acidente de carro no feriado de 7 de Setembro de 1998, na região de Palmeira (40 quilômetros ao sul de Ponta Grossa). Ele fazia parte das investigações do Ministério Público no caso que apurava prejuízos de R$ 600 milhões causados ao Banestado, gerados por empréstimos feitos a empresas que não tinham como pagar.

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