Médico defende honra e condena a iniciativa
Apesar de entender que o dinheiro depositado em sua conta pode ter origem ilícita, o médico Anis Rassi criticou a postura do Ministério Público (MP). Ele entende que não pode ser penalizado por problemas nos quais não teve participação e acredita que o bloqueio do dinheiro foi uma medida extemporânea. Ele não tinha o direito de agir assim, sem ao menos fazer diligências ou procurar saber qual a honra da pessoa, criticou.
Rassi é cardiologista há 40 anos em Goiânia, professor emérito da Universidade Federal de Goiânia (UFGO), pesquisador credenciado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Panamericana de Saúde, membro fundador da Academia Goiana de Medicina e irá presidir o 56º Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que será realizado em Goiânia, em 2001. Podiam imaginar que eu fosse um laranja; mas entre eu e um laranja há uma diferença enorme.
O médico adiantou que estará em Londrina ainda este ano para o 47º Encontro de Formatura de Médicos da Turma de 1953 da extinta Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, que funcionava no Rio de Janeiro (RJ). Tenho colegas de turma em Londrina e esse ano a reunião será aí, revelou.
O promotor Cláudio Esteves reafirmou ontem que não revelou o nome de nenhuma pessoa envolvida no caso, sobretudo Rassi. O MP jamais quis denegrir a honra de ninguém. A única coisa que se fez foi apreender valores comprovadamente subtraídos dos cofres públicos municipais. Foi uma medida necessária, para que possamos recuperar o dinheiro que foi subtraído. E infelizmente ele (Rassi), aparentemente, também foi vítima. (L.H.)





