A Prefeitura de Medianeira (a 75 quilômetros a oeste de Cascavel) adotou uma série de medidas para driblar a crise. O município já vinha sofrendo com o desmembramento de Serranópolis do Iguaçu em 1994, quando perdeu 42,7% de sua arrecadação. Agora, acumula déficits mensais de 25% na arrecadação. A receita, de quase R$ 1 milhão, caiu para R$ 620 mil mensais nos últimos dois anos, provocando déficit de R$ 150 mil por mês.
Uma das providências do prefeito Luis Suzuke (PT) é a implantação do meio-expediente, a partir desta segunda-feira. Ele reclama que assumiu a cadeira do ex-prefeito Antônio Baú (PMDB) com uma dívida vencida de R$ 4,8 milhões e mais R$ 4 milhões a vencer. Desse montante, Suzuke diz que conseguiu pagar R$ 1,2 milhão, mas ainda deve R$ 6 milhões, dos quais R$ 2 milhões são dívidas com o Fundo de Pensão e Aposentadoria dos Servidores.
‘‘Os credores batem nas portas da prefeitura para receber, e não há dinheiro’’, lamenta o secretário da Administração, Mário Béria. Por causa da dívida com o Fundo, a prefeitura está sendo obrigada a pagar os inativos. O salário dos mil funcionários está sendo pago com atraso de até um mês, segundo Béria.
Com a redução, o expediente passará a ser das 12h30 às 18h. A administração ainda não sabe quanto vai economizar. Segundo o secretário, a mudança será apenas um teste. ‘‘O conjunto dessas medidas não vai representar grande economia mas, na atual situação em que se encontram os cofres públicos, será uma redução substancial’’, acredita Béria.
Outra medida será o envio de um projeto à Câmara capitalizando o Fundo de Pensão e repassando os encargos com os servidores inativos para esse órgão.
Segundo Suzuke, os serviços essenciais nos postos de saúde, creches, escolas, rodoviária e cemitérios serão mantidos no antigo expediente. ‘‘Os serviços não serão prejudicados, uma vez que o tempo de atendimento destinado ao público não sofrerá uma redução tão grande’’, acredita.

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