Medianeira adota medidas para tentar suportar a crise
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sexta-feira, 01 de agosto de 1997
Antônio França Foz do Iguaçu 
A Prefeitura de Medianeira (a 75 quilômetros a oeste de Cascavel) adotou uma série de medidas para driblar a crise. O município já vinha sofrendo com o desmembramento de Serranópolis do Iguaçu em 1994, quando perdeu 42,7% de sua arrecadação. Agora, acumula déficits mensais de 25% na arrecadação. A receita, de quase R$ 1 milhão, caiu para R$ 620 mil mensais nos últimos dois anos, provocando déficit de R$ 150 mil por mês.
Uma das providências do prefeito Luis Suzuke (PT) é a implantação do meio-expediente, a partir desta segunda-feira. Ele reclama que assumiu a cadeira do ex-prefeito Antônio Baú (PMDB) com uma dívida vencida de R$ 4,8 milhões e mais R$ 4 milhões a vencer. Desse montante, Suzuke diz que conseguiu pagar R$ 1,2 milhão, mas ainda deve R$ 6 milhões, dos quais R$ 2 milhões são dívidas com o Fundo de Pensão e Aposentadoria dos Servidores.
Os credores batem nas portas da prefeitura para receber, e não há dinheiro, lamenta o secretário da Administração, Mário Béria. Por causa da dívida com o Fundo, a prefeitura está sendo obrigada a pagar os inativos. O salário dos mil funcionários está sendo pago com atraso de até um mês, segundo Béria.
Com a redução, o expediente passará a ser das 12h30 às 18h. A administração ainda não sabe quanto vai economizar. Segundo o secretário, a mudança será apenas um teste. O conjunto dessas medidas não vai representar grande economia mas, na atual situação em que se encontram os cofres públicos, será uma redução substancial, acredita Béria.
Outra medida será o envio de um projeto à Câmara capitalizando o Fundo de Pensão e repassando os encargos com os servidores inativos para esse órgão.
Segundo Suzuke, os serviços essenciais nos postos de saúde, creches, escolas, rodoviária e cemitérios serão mantidos no antigo expediente. Os serviços não serão prejudicados, uma vez que o tempo de atendimento destinado ao público não sofrerá uma redução tão grande, acredita.


