Jerusalém- O mediador norte-americano Anthony Zinni pediu a aplicação imediata do plano Tenet para assegurar um cessar-fogo duradouro no Oriente Médio, indicaram ontem representantes da segurança israelense, com os quais ele se reuniu na noite de quinta-feira. O plano elaborado pelo chefe da Agência Central de Inteligência americana (CIA), George Tenet, refere-se a um mecanismo que permite assegurar uma trégua duradoura enquanto o informe Mitchell, que recebeu esse nome por causa do senador norte-americano George Mitchell, prevê um cessar-fogo, medidas de confiança e reinício das negociações de paz.
Israel exigiu sete dias de calma absoluta antes da colocação em ação deste plano.
Incursão e morte
O exército israelense se retirou, ontem, à noite do povoado autônomo palestino de Tel, perto de Nablus, no norte da Cisjordânia, onde matou um palestino e prendeu outros dois, informaram membros dos serviços palestinos de segurança.
Um porta-voz do exército israelense confirmou a retirada, acrescentando que os militares mataram um palestino armado com um fuzil de assalto M16 e que carregava um colete a prova de balas.
O chefe das forças israelenses na Cisjordânia, o general Gershon Yitzhak, disse pelo rádio que a operação permitiu evitar um ‘‘atentado sangrento’’.
Função de Arafat
A maioria dos israelenses estima que o presidente palestino, Yasser Arafat, tem ainda uma função a desempenhar no processo de paz, segundo uma pesquisa publicada ontem.
Conforme esta pesquisa, publicada pelo jornal de grande tiragem Yediot Aharonot, 57% dos israelenses não compartilham a opinião do premier israelense Ariel Sharon, que declarou a 13 de dezembro passado ‘‘Arafat fora de jogo’’, após uma onda de atentados antiisraelenses. 38% dos israelenses se pronunciaram a favor de Sharon e 5% não responderam.
Por outro lado, 54% não acham que a missão do emissário americano para o Oriente Médio, Anthony Zinni, faça reduzir a violência palestina. Somente 10% consideram que os atentados palestinos vão diminuir e 9% não responderam.

mockup